18 janeiro 2008

Fuga da invisibilidade: mutações semióticas na imagem publicitária

Resumo:
Sem dúvida, o valor alcançado pela imagem em diversos suportes midiáticos tem como uma de suas conseqüências a visibilidade como um bem social e cultural. No caso da publicidade externa, a compulsão pela visibilidade transformou as cidades em entulhos de imagens fragmentadas e repetitivas. Instauraram-se, com isso, a repulsa e a anestesia do olhar, gerando paradoxalmente a invisibilidade pelo excesso. O que pretendemos, neste artigo, é, primeiro, discutir os problemas acerca da invisibilidade da imagem no espaço urbano e, em seguida, analisar mutações semióticas que buscam a saída da invisibilidade. Para tanto, nos servimos do estudo de duas peças de outdoor que deslocam e rearticulam elementos ligados a textos mágicos e religiosos, e trazem novas implicações semióticas para o olhar na publicidade.


Palavras-chave: Publicidade; outdoor; semiótica; invisibilidade.


KLEIN, Alberto. Fuga da invisibilidade: mutações semióticas na imagem publicitária. In Comunicação, mídia e consumo. São Paulo Vol. 4 n. 9 p. 139-151 - mar. 2007


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A mediação das mulheres na constituição das redes informais de comunicação

Resumo:
A tese A mediação das mulheres na constituição das redes informais de comunicação aborda a formulação de mediações pelas mulheres, através de seus discursos expressos e não expres-sos, e organizados na perspectiva dos grupos onde estão inseridas. Para tanto, foram observa-dos dois grupos de mulheres - o grupo de trabalhadoras da Cooperativa dos Trabalhadores no Calçado do Jardim Liberato/Boa Saúde Ltda, de Novo Hamburgo e o grupo de trabalhadoras do bairro Restinga, de Porto Alegre. As relações comunicacionais realizadas pelas mulheres dos dois grupos são elementos que, mesmo atravessados pelos processos midiáticos, presentes hoje na vida delas, se processam ao longo da sua história, e são pertencentes apenas a sua rea-lidade, sem serem representados pelos meios de comunicação, nos seus saberes cotidianos. Pressupondo-se que as atitudes e procedimentos adotados pelas mulheres normalmente são de contribuição para o desenvolvimento de outros processos de avanço daqueles grupos, inclusi-ve na sua organização familiar, pode-se entender que há nesses elementos o reforço de valores como confiança, solidariedade e melhora da auto-estima, num refazer permanente de saberes, que interferem na vida das comunidades onde estão. Assim, as redes informais de comunica-ção se constituem e se desfazem de acordo com os interesses temporariamente coletivos pre-sentes, com as mediações das mulheres. Mediações consideradas significativas para o estudo, sob o recorte dos conceitos de gênero, de trabalho, de etnia e de família. Os estudos das medi-ações e das redes de comunicação tratados por autores como Jesús Martín-Barbero, Nestor García Canclini, Eliseo Verón, Muniz Sodré, Maria Cristina Mata, Manuel Castells, Michel de Certeau, Octavio Ianni, Milton Santos, Maria Augusta Babo, Aníbal Ford, Niklas Luh-mann, Zigmund Bauman, Pierre Bourdieu, David Harvey, Michele e Armand Mattelart, To-más R. de Villasante, Efendy Maldonado, Euclides Mance, Carmen Diana Deere, Magdalena Leon, Cicília Maria K. Peruzzo, Alberto Melucci, Joan W. Scott, Michel Foucault, Muham-mad Yunus, Amartya Sen, Jurema Brites, Cláudia Fonseca, Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque de Holanda, entre outros do campo da Comunicação, da Sociologia, da Antropologia, da His-tória e da Economia, dão a sustentação teórica para a elaboração de novos argumentos sobre as redes informais de comunicação. Na metodologia, incluem-se os métodos da pesquisa-participante e da pesquisa-ação, para o trabalho de campo, e o método da análise do Discurso do Sujeito Coletivo, que se centrou em entrevistas e depoimentos das mulheres observadas, dos dois grupos.


Palavras-chave: comunicação de massa, mulher, comunicação social, organização social, participação social, comunicação comunitária, rede informal, cooperativa, trabalho, mídia, informal nets of communication, women, communication processes, communitarian communication, comunicação


RIBEIRO, Neusa Maria Bongiovanni. A mediação das mulheres na constituição das redes informais de comunicação. Tese (doutorado) - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Programa de Pós Graduação em Ciências da Comunicação. São Leopoldo, 2007.


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O site organizacional como estratégia de comunicação

Resumo:
Pensar as configurações da sociedade atual é perceber e vivenciar novos processos de comunicação. O sistema tecnológico de informação, especialmente marcado pela consolidação da internet, reestruturou o modelo de comunicação no contexto das organizações e modificou as atuais competências dos profissionais da área. Levando-se em conta o veloz processo de transformação das características do mercado digital, buscou-se desenvolver, através dessa pesquisa, uma análise acerca do site organizacional de uma empresa brasileira, como forma de avaliar as estratégias e ações de Relações Públicas como recursos essenciais para a eficácia da comunicação organizacional eletrônica. O estudo apresenta relações entre os moldes comunicacionais criados a partir da emergência tecnológica e os novos padrões organizacionais, enfatizando a importância da descoberta do papel desempenhado pela área de Relações Públicas diante de um novo lugar midiático, como estrategista da comunicação organizacional.


Palavras-chave: relações públicas, internet, comunicação empresarial, administração, empresa, Randon, organizational communication, public relations, organizational website, comunicação


ALBÉ, Jussania de Fátima. O site organizacional como estratégia de comunicação. Dissertação (mestrado) - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Programa de Pós Graduação em Ciências da Comunicação. São Leopoldo, 2007.


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Garoto-propaganda Casas Bahia: configuração e estratégia

Resumo:
O fio condutor da análise dos anúncios é a construção discursiva, passando pelos princípios norteadores de Bakhtin que entende o texto como um suporte material que dialoga em diferentes níveis com o consumidor. Além do teórico russo, foram incorporados os conceitos de Eliseo Verón, Patrick Charaudeau e Paolo Fabbri. No caso do Garoto-propaganda Casas Bahia, a forma, o estilo e a maneira de anunciar os produtos da empresa parecem apontar para estratégias e movimentos muito peculiares que favorecem a eficácia do anunciante. No desenvolvimento desta proposta, o trabalho está dividido nos tópicos Fundamentos teóricos - vai discutir a base teórica da pesquisa que investiga o processo de construção de sentido da campanha publicitária, objeto desta pesquisa. Discurso da publicidade – Retoma as noções teóricas, buscando relacioná-las à publicidade, o que configura uma aproximação estreita entre percurso conceitual e mídia escolhida. Nesse momento, buscaram-se subsídios para entender a publicidade na sua dimensão discursiva, como um produto do fazer e do dizer, que articula seus níveis de significação para a obtenção dos efeitos junto ao público consumidor. Garoto-propaganda: representação e função – discute a noção de Garoto-propaganda dentro da peça publicitária, desde as primeiras representações até as características mais pontuais, passando pelas tensões mobilizadas na publicidade para atingir os fins pretendidos. Análise do Garoto-propaganda Casas Bahia – problematiza o objeto da investigação, começando pelo papel do anunciante, Casas Bahia, e depois examinando um corpo de publicidades veiculadas nos principais canais televisivos brasileiro, no horário entre as 18 às 23h.


Palavras-chave: garoto, propaganda, publicidade, discurso publicitário, campanha publicitária, análise, comunicação


JOÃO, Aléxon Gabriel. Garoto-propaganda Casas Bahia: configuração e estratégia. Dissertação (mestrado) - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Programa de Pós Graduação em Ciências da Comunicação. São Leopoldo, 2006.


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10 janeiro 2008

Mídia Organizacional: o agendamento estratégico

Resumo:
O presente trabalho tem como objetivo discutir o papel dos veículos internos de comunicação no agendamento de temas estratégicos da organização. Busca apresentar os pressupostos da hipótese do conceito de Agenda Setting relacionando esta hipótese aos fundamentos das mídias organizacionais internas na Companhia Vale do Rio Doce e sua capacidade de pautar determinados temas de interesse da organização.


Palavras-chave: Agenda Setting, Comunicação Organizacional, Agendamento, estratégia.



SOARES, Paulo Henrique Leal. Mídia Organizacional: o agendamento estratégico. ABRACORP: I Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas. São Paulo, 2007.



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Comunicação Organizacional e Meio Ambiente: uma análise sobre a relação entre políticas ambientais e de comunicação

Resumo:
Este trabalho objetiva analisar o papel da comunicação nas políticas ambientais de empresas, identificando as diversas frentes de relacionamento que podem ser estruturadas das organizações com seus públicos, contribuindo com a educação e conscientização ambiental. Além de pesquisa bibliográfica, é apresentada a experiência de uma empresa que vem aplicando a comunicação organizacional à sua política ambiental, com ações que contemplam as modalidades de comunicação institucional, mercadológica, interna e administrativa, estabelecendo relação de integração para que não só a organização aprimore suas ações em favor do meio ambiente, mas também os públicos participem desse processo em nome da qualidade de vida de toda a sociedade.


Palavras-chave: Comunicação Organizacional- Meio Ambiente - Empresas Responsabilidade Social - Educação Ambiental


INTRODUÇÃO
A questão ambiental vem se revelando como tema cada vez mais constante nas agendas de discussão e acordos globais e locais. É, por exemplo, a sétima meta do milênio, a pauta central do Tratado de Kyoto, tema de filmes e documentários como “Uma Verdade Inconveniente”, premiado no último Oscar, e relatórios alarmantes, como o recentemente apresentado por uma comunidade mundial de cientistas sobre o aquecimento global.

Além disso, numa perspectiva mais local, consta como um dos indicadores de responsabilidade social das empresas, de acordo com o Instituto Ethos4 e um dos aspectos mais enfatizados pelo Instituto Akatu5, sem mencionar outras tantas associações e organizações governamentais e não governamentais, que têm como missão a causa ambiental.

Muitas ações e metas ambientais têm sido cobradas das empresas, pois as mesmas são apontadas como as grandes vilãs do meio ambiente, contribuindo em grande escala com um cenário no mínimo preocupante, constituído por efeito estufa, mudanças climáticas, degelo dos pólos, aumento dos níveis dos mares e escassez de água potável. Numa previsão mais pessimista afirmase que o esgotamento de alguns recursos naturais pode ocorrer ainda neste milênio, o que tornará a vida na Terra inviável.

Entretanto, é óbvio que os problemas ambientais não são de responsabilidade exclusiva das empresas. Cada pessoa, dependendo de sua relação com a natureza, causa maior ou menor impacto sobre nosso planeta. Analisando os efeitos que o conjunto da população do planeta tem gerado, principalmente levando em conta a adoção de um sistema capitalista que se beneficia com o consumismo e o descarte demasiado de produtos, agravado por falta de educação para o consumo e consciência ambiental, percebe-se o quanto se tornam urgentes ações efetivas direcionadas não só por e para as empresas, mas para e por toda a população global.

Como podemos notar, é complexa a questão ambiental, pois há muitas vertentes que se cruzam, demandando análises específicas para posterior integração de todas as variáveis, de modo a propiciar a visão holística que o meio ambiente exige.

Optamos, neste artigo, por delimitar nosso estudo sobre questões ambientais, considerando o papel da política de comunicação das organizações. Nesse sentido, os profissionais e estudiosos da área de comunicação precisam entender seu papel estratégico, seja para valorizar as políticas ambientais das empresas, seja para envolver o cidadão em uma questão que tem impacto na própria sobrevivência da humanidade e na sua qualidade de vida, bem como em todas as formas de vida na Terra.

Além de pesquisa bibliográfica, este artigo inclui um estudo de caso sobre uma empresa que vem aplicando a comunicação organizacional à sua política ambiental, com ações que contemplam as diversas modalidades de comunicação, estabelecendo relação de integração entre as mesmas, para que não só a organização aprimore suas ações em favor do meio ambiente, mas também os públicos participem desse processo em nome da qualidade de vida de toda a sociedade.



OLIVEIRA, Maria José da Costa e NADER, Silvana. Comunicação Organizacional e Meio Ambiente: uma análise sobre a relação entre políticas ambientais e de comunicação. ABRACORP: I Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas. São Paulo, 2007. Disponível em: http://www.vertent.net/abrapcorp/www/trabalhos/gt2/gt2_oliveira.pdf. Acesso em Janeiro de 2008.


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A complexidade/contaminação entre as noções de formal e informal na comunicação organizacional

Resumo:
Este ensaio, parte da pesquisa "As marcas das relações de poder na comunicação organizacional formal e/ou informal", busca analisar as noções de formalidade e informalidade nos processos comunicacionais organizacionais, acentuando principalmente duas características: como elementos de suma importância (capaz de agregar valor) na cadeia da informação; como manifestações de uma nova estrutura societal, na qual as idéias de concreto/abstrato, presente/futuro, certo/errado, formal/informal perdem nitidez de contorno e fixidez de forma. Ele busca refletir sobre como se atualiza a tensão entre comunicação organizacional formal e informal e como essas duas formas de comunicação admitem um processo de contaminação mútua que acaba por modificar as formas iniciais/originais de comunicação.


Palavras-chave: formal, informal, comunicação organizacional, cultura organizacional


SÓLIO, Marlene Branca e DONAZZOLO, Anelise. A complexidade/contaminação entre as noções de formal e informal na comunicação organizacional. ABRACORP: I Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas. São Paulo, 2007. Disponível em: http://www.vertent.net/abrapcorp/www/trabalhos/gt2/gt2_solio.pdf. Acesso em Janeiro de 2008.


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Comunicación y estilos de gestión organizacional: Una mirada a los cuadros directivos de grandes y medianas empresas chilenas

Resumo:
Los cambios que ha experimentado Chile en los últimos 30 años hacen necesario preguntarse acerca de cómo se han expresado en el campo de la comunicación y estilos de gestión organizacional. En esta primera aproximación se intenta responder a un nivel descriptivo a interrogantes tales como: ¿cómo perciben los directivos de empresas el ejercicio de su liderazgo?; ¿qué competencias son las mayormente valoradas por ellos en su gestión?; ¿cómo se vinculan con sus equipos de trabajo y consigo mismos?, ¿cómo se manifiesta ese espacio de relación llamado comunicación en el ejercicio de la gestión de los cuadros directivos? Se busca, entonces, caracterizar en algunas dimensiones a un grupo social muy relevante e influyente en nuestro país a nivel referencial y sin embargo, escasamente estudiado desde la perspectiva comunicacional.


Palavras-chave: gestión organizacional, Chile, empresa


ECHENIQUE, Raúl Herrera e CALDERÓN, Paula Lizana. Comunicación y estilos de gestión organizacional: Una mirada a los cuadros directivos de grandes y medianas empresas chilenas. ABRACORP: I Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas. São Paulo, 2007. Disponível em: http://www.vertent.net/abrapcorp/www/trabalhos/gt2/gt2_echenique.pdf. Acesso em Janeiro de 2008.


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09 janeiro 2008

Trajetórias teórico-conceituais da Comunicação Organizacional

Resumo:
As diferentes perspectivas desenvolvidas pelos autores têm procurado evidenciar a relevância da comunicação organizacional para as organizações. O elo comum entre eles é a preocupação em conceituála e (re)definir o seu campo de abrangência. O presente artigo objetiva, portanto, resgatar essas diferentes perspectivas quer do ponto de vista das teorias, quer do ponto de vista dos autores.

Palavras-chave: comunicação, comunicação organizacional, organização


INTRODUÇÃO:
A comunicação faz parte da vida de cada indivíduo, independente de sua vontade. Manifesta-se de diferentes formas, impregnadas de significados, que necessitam ser interpretadas/ reinterpretadas. A comunicação implica em trocas, atos e ações compartilhadas, pressupõe interação, diálogo e respeito mútuo do falar e deixar falar, do ouvir e do escutar, do entender e fazer-se entender e principalmente do querer entender. “É a sempre a busca da relação e do compartilhamento”, afirma Wolton (2006, p. 13). Para Marcondes Filho, “comunicação é antes um processo, um acontecimento, um encontro feliz entre duas intencionalidades [...]” (2004, p. 15).

Abordada conceitualmente, a comunicação pode ser entendida ora como meio, como função, como processo de interação, como fonte de dominação. Para Rüdiger, “a comunicação constitui valorativamente um tema de importância consensual, cujo conteúdo, no entanto, está longe de ter sido esclarecido, quando se passa a sua definição teórica” (1998, p. 9). No âmbito da comunicação organizacional não é diferente.

Em trabalho recente, Putnam, Phillips e Chapman afirmaram que “talvez nenhum outro conceito esteja tão presente no estudo das organizações quanto o designado pelo termo comunicação. Essa onipresença faz com o que o sentido de comunicação torne-
se ardilosamente impreciso” (2004, p. 77).

Para Wolton, “a comunicação parece tão natural que, a priori, na há nada a ser dito a seu respeito. E, no entanto, tanto o seu êxito, como o seu recomeço não são fáceis” (2006, p.13). As diferentes perspectivas desenvolvidas pelos autores têm procurado evidenciar a relevância da comunicação organizacional para as organizações. O elo comum entre eles é a preocupação em conceituála e (re)definir o seu campo de abrangência. O presente artigo objetiva, portanto, resgatar essas diferentes perspectivas quer do ponto de vista das teorias, quer do ponto de vista dos autores.

Optou-se por iniciar discorrendo brevemente sobre as teorias em comunicação organizacional e, na seqüência, apresentar as definições – identificadas no presente artigo como abordagens e/ou perspectivas – propostas por alguns autores, considerados referência na área. A seleção dos autores e das definições, que seguem uma ordem cronológica a partir de 1980, deveu-se ao fato de que a partir dessa década assiste-se “[...] uma reviravolta no conhecimento acadêmico da comunicação organizacional” (PUTNAM, PHILLIPS e CHAPMAN, 2004, p. 79).


SCROFERNEKER, Cleusa Maria Andrade. Trajetórias teórico-conceituais da Comunicação Organizacional. Revista FAMECOS, Porto Alegre, nº 31, p. 47-53, dezembro de 2006. Disponível em: http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/famecos/article/viewFile/1110/832. Acesso em Janeiro de 2008.

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A Agenda Setting e a Comunicação nas Organizações: um encontro possível

Resumo:
Os principais pressupostos e conceitos que acompanham a Hipótese de Agenda Setting, verificados na relação entre a mídia e os receptores, podem ser encontrados no relacionamento entre organizações e seus públicos, a partir de processos de comunicação. Assim como a notícia é o elemento que dá conteúdo às pautas que circulam nos meios de comunicação, a informação organizacional é o combustível que alimenta os fluxos de comunicação nas organizações. Os canais institucionais têm influência similar junto aos sujeitos organizacionais, se comparados com os meios de comunicação de massa, na formação da agenda e na influência sobre o quê e como pensar e falar. Veículos, como o portal corporativo, podem ser vistos como aliados nestes processos.


Palavras-chave: Agenda Setting; Comunicação nas Organizações; Informação; Conhecimento; Portal Corporativo.


INTRODUÇÃO:
Um apanhado de elementos perpassa os conceitos da Comunicação e os aspectos que formam um processo comunicacional. Palavras como interrelação e compartilhamento, como diz Martino (2001), descrevem os envolvidos no processo, que, com o apoio de tecnologias – canais e códigos em comum, disponibilizam a informação e fomentam as tão comentadas trocas entre os sujeitos. Entram em cena os elementos comunicacionais, destacados por Berlo (1979), emissores, receptores, mensagem, códigos, canais, ruídos e o feddback.

O pensamento de Lasswell (1978) vem como uma espécie de condensador de diferentes autores da área, pois retrata, a partir de quatro palavras – ação, integração, formação e construção – o verdadeiro motivo da comunicação entre emissores e receptores. Isto porque se configura em um processo de promoção de idéias e da integração entre quem concebe e aquele que recebe a mensagem, a fim de reunir os que compartilham, de maneira semelhante, o pensar e as formas de agir. Esta união em torno de objetivos em comum gera a idéia de formação, ou seja, de consolidação, por um maior número possível de pessoas, da opinião e da forma de condução a respeito de determinado tema.

A pluralidade que surge com a ação em comum e com o compartilhamento de pensamentos e saberes faz da comunicação, finalmente, um agente de construção. Isto porque, reúne diferentes pontos de vista sobre um mesmo assunto, onde um colabora com o crescimento e o amadurecimento do próximo em prol do bem maior.

Daí a configuração de um processo em constante recomeço, como destaca Polistchuk
(2003). Esta integração entre emissores e receptores alimenta toda a cadeia, com o feedback, recordando Lite (1997). Salienta-se, então, a necessidade de receptores interessados em dar sentido às mensagens que a eles chegam. Isto torna o fluxo comunicacional constante, com o objetivo final de otimizar a realização de atividades, a partir da cooperação entre as partes, chegando, assim, ao cumprimento dos objetivos propostos. Este é um exercício que pode ocorrer em diferentes espaços sociais. As organizações de trabalho são um destes ambientes onde se busca entendimento, ação coletiva e alcance de metas, com o máximo de cooperação e o mínimo de ruído e conflito, como ensina Simões (1995, 2001).


SOARES, Valéria Deluca. A Agenda Setting e a Comunicação nas Organizações: um encontro possível. In: INTERCOM XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2007, Santos. Disponível em: http://www.fca.pucminas.br/saogabriel/comorganizacional/textos_novos/jornalismo/SOARES_a_agenda_setting_comunicacao.pdf. Acesso em Janeiro de 2008.


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