Resumo:
Ao conceber a midiatização como uma nova forma de atividade organizadora da interação social e idealizada como uma ambiência capaz de produzir sentidos, interações sociais, modos de ser e de organizar vínculos sociais, significa assumir uma nova postura diante da importância das Relações Públicas na era da sociedade midiatizada. Este ensaio busca no enfoque da complexidade, fundamentação teórica para pensar as Relações Públicas como uma prática social estratégica na medida em que ao transformar o modo de ser das organizações e da sociedade onde opera também sofre transformações. Tratar “Relações Públicas e Midiatização” é um desafio deste momento que se traduz por uma complexidade não mais centrada nos meios de comunicação, mas em novos artefatos orientados por uma lógica técnico-sócio-midiática.
Palavras-chave: comunicação estratégica, relações públicas, legitimação, comunicação midiática
FOSSÁ, Maria Ivete Trevisan Fossá e KEGLER, Jaqueline Quincozes da Silva. Relações Públicas e Midiatização: a busca estratégica de legitimidade. In: XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Intercom/Unisanta/Unisantos/Unimonte, 29 de agosto a 02 de setembro de 2007. São Paulo: Intercom, 2007.
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Artigos Científicos, Monografias, Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado nas áreas de Gestão Estratégica, Marketing, Comunicação Organizacional e Relações Públicas
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21 março 2008
As Relações Públicas e os blogs organizacionais
Resumo:
O artigo tem como objetivos discutir sobre o impacto [e interatividade] das novas tecnologias nas organizações, especialmente dos blogs e evidenciar as possibilidades de apropriação desse espaço [virtual/material], também pelas Relações Públicas, sob a ótica da comunicação organizacional. A discussão, por sua vez, é desenvolvida ancorada pelo método do Paradigma da Complexidade proposto por Edgar Morin .
Palavras-chave: Relações Públicas, Blogs, Novas Tecnologias, Comunicação Organizacional
SCROFERNEKER, Cleusa Maria Andrade. As Relações Públicas e os blogs organizacionais. In: XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Intercom/Unisanta/Unisantos/Unimonte, 29 de agosto a 02 de setembro de 2007. São Paulo: Intercom, 2007.
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O artigo tem como objetivos discutir sobre o impacto [e interatividade] das novas tecnologias nas organizações, especialmente dos blogs e evidenciar as possibilidades de apropriação desse espaço [virtual/material], também pelas Relações Públicas, sob a ótica da comunicação organizacional. A discussão, por sua vez, é desenvolvida ancorada pelo método do Paradigma da Complexidade proposto por Edgar Morin .
Palavras-chave: Relações Públicas, Blogs, Novas Tecnologias, Comunicação Organizacional
SCROFERNEKER, Cleusa Maria Andrade. As Relações Públicas e os blogs organizacionais. In: XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Intercom/Unisanta/Unisantos/Unimonte, 29 de agosto a 02 de setembro de 2007. São Paulo: Intercom, 2007.
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Relações Públicas
16 março 2008
Relações Públicas, função estratégica e responsabilidade social
Resumo:
Este artigo trata do papel das Relações Públicas como função estratégica e, em particular, de sua contribuição para o bom desempenho organizacional. Relações Públicas é uma função administrativa única que ajuda uma organização a interagir com os componentes sociais e políticos de seu ambiente. Estes componentes formam o ambiente institucional de uma organização, que consiste de públicos que afetam a habilidade de uma organização de alcançar seus objetivos e, estes, por sua vez, esperam que as organizações colaborem para a consecução de suas próprias metas. Se analisarmos por um viés pragmático, veremos que as organizações tem como uma de suas funções resolver problemas para a sociedade, mas por outro lado, elas também criam problemas para a sociedade. Portanto, as organizações não são livres unidades autônomas para gerar mais recursos ou para alcançar seus objetivos que se propõem a si mesmas. Elas têm relacionamentos com indivíduos e grupos que ajudam a estabelecer seus objetivos, definir o que a organização é e o que faz e, além disso os públicos podem afetar o sucesso de suas decisões estratégicas e comportamentos. O valor das Relações Públicas, entretanto, pode ser determinado pela medição da qualidade do relacionamentos que ela estabelece com seus com seus estratégicos componentes de seu ambiente institucional. Serão apresentados alguns resultados de pesquisa em organizações brasileiras (Ferrari,2000) que demonstram como ainda existe um grande caminho a ser percorrido, até que os executivos do país valorizem a atividade como uma função estratégica voltada para a implementação de ações comunicacionais. Para discutir a função estratégica das Relações Públicas , é necessário levar em consideração que essa atividade profissional moderna está intimamente relacionada com o contexto contemporâneo dos mercados, das organizações e da sociedade. Necessária se faz também uma observação atenta das mudanças que ocorrem nesse contexto e que afetam, de forma especial, as Relações Públicas, destacando-se entre elas: o crescimento das organizações, a rápida implementação das tecnologias de comunicação/informação, a globalização, a mudança da natureza do trabalho, a redução da classe trabalhadora e sua profissionalização, as novas posturas frente às questões ecológicas e os conflitos de toda natureza que se espalham pelo mundo.
Palavras-chave: Relações Públicas; função estratégica; responsabilidade social
FERRARI, Maria Aparecida. Relações Públicas, função estratégica e responsabilidade social. In: Revista de Estudos de Jornalismo e Relações Públicas. UMESP, São Bernardo do Campo. Vol 1, no. 1, junho de 2003.
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Este artigo trata do papel das Relações Públicas como função estratégica e, em particular, de sua contribuição para o bom desempenho organizacional. Relações Públicas é uma função administrativa única que ajuda uma organização a interagir com os componentes sociais e políticos de seu ambiente. Estes componentes formam o ambiente institucional de uma organização, que consiste de públicos que afetam a habilidade de uma organização de alcançar seus objetivos e, estes, por sua vez, esperam que as organizações colaborem para a consecução de suas próprias metas. Se analisarmos por um viés pragmático, veremos que as organizações tem como uma de suas funções resolver problemas para a sociedade, mas por outro lado, elas também criam problemas para a sociedade. Portanto, as organizações não são livres unidades autônomas para gerar mais recursos ou para alcançar seus objetivos que se propõem a si mesmas. Elas têm relacionamentos com indivíduos e grupos que ajudam a estabelecer seus objetivos, definir o que a organização é e o que faz e, além disso os públicos podem afetar o sucesso de suas decisões estratégicas e comportamentos. O valor das Relações Públicas, entretanto, pode ser determinado pela medição da qualidade do relacionamentos que ela estabelece com seus com seus estratégicos componentes de seu ambiente institucional. Serão apresentados alguns resultados de pesquisa em organizações brasileiras (Ferrari,2000) que demonstram como ainda existe um grande caminho a ser percorrido, até que os executivos do país valorizem a atividade como uma função estratégica voltada para a implementação de ações comunicacionais. Para discutir a função estratégica das Relações Públicas , é necessário levar em consideração que essa atividade profissional moderna está intimamente relacionada com o contexto contemporâneo dos mercados, das organizações e da sociedade. Necessária se faz também uma observação atenta das mudanças que ocorrem nesse contexto e que afetam, de forma especial, as Relações Públicas, destacando-se entre elas: o crescimento das organizações, a rápida implementação das tecnologias de comunicação/informação, a globalização, a mudança da natureza do trabalho, a redução da classe trabalhadora e sua profissionalização, as novas posturas frente às questões ecológicas e os conflitos de toda natureza que se espalham pelo mundo.
Palavras-chave: Relações Públicas; função estratégica; responsabilidade social
FERRARI, Maria Aparecida. Relações Públicas, função estratégica e responsabilidade social. In: Revista de Estudos de Jornalismo e Relações Públicas. UMESP, São Bernardo do Campo. Vol 1, no. 1, junho de 2003.
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Comunicando com Relações Públicas – uma proposta de comunicação estratégica para o fortalecimento do comprometimento organizacional
Resumo:
O presente artigo sugere estratégias e políticas de relações públicas para o fortalecimento do comprometimento do quadro funcional da Emater/RS-Ascar Santa Maria com a organização. Com base em um estudo exploratóriodescritivo, a partir de uma análise quantitativa, qualitativa e comparativa entre as suas seis micro-regiões de atuação e seu escritório regional, apresenta-se uma proposta de atuação estratégica de relações públicas. Essa é feita a partir do comprometimento verificado na área em estudo, dos pontos de satisfação e insatisfação sobre o processo comunicativo existente, dos aspectos positivos e negativos referentes ao relacionamento interpessoal, integração entre empresa e empregado e da concepção acerca do trabalho realizado, além da motivação e do lazer sob a ótica dos funcionários.
Palavras-chave: comprometimento organizacional - comunicação interna, estratégias de Relações Públicas.
FOSSÁ, M. I. T. ; SOUZA, L. E. de . Comunicando com relações públicas - uma proposta de comunicação estratégica para o fortalecimento do comprometimento organizacional. In: ALAIC 2006 - VIII Congresso Latino-americano de Investigadores de la Comunicación, 2006, São Leopoldo/RS. Anais do ALAIC 2006. São Leopoldo/RS : Editora da UNISINOS, 2006.
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O presente artigo sugere estratégias e políticas de relações públicas para o fortalecimento do comprometimento do quadro funcional da Emater/RS-Ascar Santa Maria com a organização. Com base em um estudo exploratóriodescritivo, a partir de uma análise quantitativa, qualitativa e comparativa entre as suas seis micro-regiões de atuação e seu escritório regional, apresenta-se uma proposta de atuação estratégica de relações públicas. Essa é feita a partir do comprometimento verificado na área em estudo, dos pontos de satisfação e insatisfação sobre o processo comunicativo existente, dos aspectos positivos e negativos referentes ao relacionamento interpessoal, integração entre empresa e empregado e da concepção acerca do trabalho realizado, além da motivação e do lazer sob a ótica dos funcionários.
Palavras-chave: comprometimento organizacional - comunicação interna, estratégias de Relações Públicas.
FOSSÁ, M. I. T. ; SOUZA, L. E. de . Comunicando com relações públicas - uma proposta de comunicação estratégica para o fortalecimento do comprometimento organizacional. In: ALAIC 2006 - VIII Congresso Latino-americano de Investigadores de la Comunicación, 2006, São Leopoldo/RS. Anais do ALAIC 2006. São Leopoldo/RS : Editora da UNISINOS, 2006.
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Comunicação Interna,
Relações Públicas
24 fevereiro 2008
Relações Públicas no Terceiro Setor: tipologia da comunicação e conceitos de público
Resumo:
Apontamentos sobre comunicação no terceiro setor. O objetivo do texto é refletir sobre a comunicação neste segmento levando em conta a diversidade de atores que o compõem, além de discutir as especificidades acerca da classificação de públicos. Propõe-se diferenciar os processos comunicacionais a partir da comunicação dos poderes públicos com o terceiro setor, de empresas com o terceiro setor e a comunicação das próprias ONGs, movimentos sociais, associações comunitárias e similares. O estudo foi realizado com base em pesquisa bibliográfica. Conclui-se que as classificações tradições de públicos não abrangem à realidade dos públicos no âmbito do terceiro setor e sugere-se sua abordagem a partir das seguintes categorias: beneficiários, colaboradores (quadro funcional), órgãos públicos, parceiros (reais e potenciais), mídia, aliados e opositores.
Palavras-chave: Terceiro Setor. Público. Comunicação nos Movimentos Sociais.
PERUZZO, Cicilia M. Krohling. Relações Públicas no Terceiro Setor: tipologia da comunicação e conceitos de público. In: INTERCOM XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Santos, 29 de agosto a 2 de setembro de 2007.
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Apontamentos sobre comunicação no terceiro setor. O objetivo do texto é refletir sobre a comunicação neste segmento levando em conta a diversidade de atores que o compõem, além de discutir as especificidades acerca da classificação de públicos. Propõe-se diferenciar os processos comunicacionais a partir da comunicação dos poderes públicos com o terceiro setor, de empresas com o terceiro setor e a comunicação das próprias ONGs, movimentos sociais, associações comunitárias e similares. O estudo foi realizado com base em pesquisa bibliográfica. Conclui-se que as classificações tradições de públicos não abrangem à realidade dos públicos no âmbito do terceiro setor e sugere-se sua abordagem a partir das seguintes categorias: beneficiários, colaboradores (quadro funcional), órgãos públicos, parceiros (reais e potenciais), mídia, aliados e opositores.
Palavras-chave: Terceiro Setor. Público. Comunicação nos Movimentos Sociais.
PERUZZO, Cicilia M. Krohling. Relações Públicas no Terceiro Setor: tipologia da comunicação e conceitos de público. In: INTERCOM XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Santos, 29 de agosto a 2 de setembro de 2007.
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Relações Públicas,
Terceiro Setor
18 janeiro 2008
O site organizacional como estratégia de comunicação
Resumo:
Pensar as configurações da sociedade atual é perceber e vivenciar novos processos de comunicação. O sistema tecnológico de informação, especialmente marcado pela consolidação da internet, reestruturou o modelo de comunicação no contexto das organizações e modificou as atuais competências dos profissionais da área. Levando-se em conta o veloz processo de transformação das características do mercado digital, buscou-se desenvolver, através dessa pesquisa, uma análise acerca do site organizacional de uma empresa brasileira, como forma de avaliar as estratégias e ações de Relações Públicas como recursos essenciais para a eficácia da comunicação organizacional eletrônica. O estudo apresenta relações entre os moldes comunicacionais criados a partir da emergência tecnológica e os novos padrões organizacionais, enfatizando a importância da descoberta do papel desempenhado pela área de Relações Públicas diante de um novo lugar midiático, como estrategista da comunicação organizacional.
Palavras-chave: relações públicas, internet, comunicação empresarial, administração, empresa, Randon, organizational communication, public relations, organizational website, comunicação
ALBÉ, Jussania de Fátima. O site organizacional como estratégia de comunicação. Dissertação (mestrado) - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Programa de Pós Graduação em Ciências da Comunicação. São Leopoldo, 2007.
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Pensar as configurações da sociedade atual é perceber e vivenciar novos processos de comunicação. O sistema tecnológico de informação, especialmente marcado pela consolidação da internet, reestruturou o modelo de comunicação no contexto das organizações e modificou as atuais competências dos profissionais da área. Levando-se em conta o veloz processo de transformação das características do mercado digital, buscou-se desenvolver, através dessa pesquisa, uma análise acerca do site organizacional de uma empresa brasileira, como forma de avaliar as estratégias e ações de Relações Públicas como recursos essenciais para a eficácia da comunicação organizacional eletrônica. O estudo apresenta relações entre os moldes comunicacionais criados a partir da emergência tecnológica e os novos padrões organizacionais, enfatizando a importância da descoberta do papel desempenhado pela área de Relações Públicas diante de um novo lugar midiático, como estrategista da comunicação organizacional.
Palavras-chave: relações públicas, internet, comunicação empresarial, administração, empresa, Randon, organizational communication, public relations, organizational website, comunicação
ALBÉ, Jussania de Fátima. O site organizacional como estratégia de comunicação. Dissertação (mestrado) - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Programa de Pós Graduação em Ciências da Comunicação. São Leopoldo, 2007.
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Comunicação Organizacional,
Relações Públicas
09 janeiro 2008
O relacionamento das organizações com públicos: uma abordagem comparativa entre as Relações Públicas e o Marketing de Relacionamento
Resumo:
A globalização econômica transformou as relações das organizações com os seus ambientes. Diversos estudos destacam que as organizações estão estabelecendo novos parâmetros de relacionamento com os seus públicos, procurando se adaptar e enfrentar as influências deste paradigma econômico. O artigo faz uma incursão exploratória analisando o tema relacionamento organizacional através da comparação de estudos das áreas de Relações Públicas e de Marketing de Relacionamento e da construção de categorias conforme estudo de caso de uma instituição de ensino superior brasileira.
Palavras-chave: relacionamento organizacional, Relações Públicas, Marketing de Relacionamento
INTRODUÇÃO:
A globalização econômica transformou as relações que as organizações mantêm com o ambiente que as cercam, conforme as conclusões de diversos pensadores como Giddens (1991), Coriat (1994), Coutinho e Ferraz (1994), Nakano (1994), Ianni (1995), Becker (1995), entre outros. As diferentes abordagens, apresentadas pelos autores, descrevem as influências tanto positivas (qualificação, profissionalização e cooperação) quanto negativas (alienação, desnacionalização e desintegração) que a globalização causa nas organizações e em seus respectivos ambientes de influência.
Em comum, os autores destacam que as organizações estão estabelecendo novos parâmetros de relacionamento com os seus públicos estratégicos, procurando se adaptar e enfrentar as influências deste paradigma econômico. As organizações apresentam ações e posições que determinam novos processos de conduta, como por exemplo: em relação ao cliente, o surgimento de leis de proteção ao consumidor que aumentam o seu poder de negociação; em relação aos funcionários, a cooperação entre os diferentes níveis hierárquicos promovida pela introdução de novos modelos de gestão; em relação aos fornecedores, a adoção de parcerias na cadeia de suprimento gerada pela necessidade de reduzir custos; em relação a comunidade local, a preservação ambiental e a responsabilidade social como elemento de reciprocidade e de comprometimento com a sociedade; e até em relação a concorrência, surgem alianças estratégicas e fusões entre organizações que outrora eram concorrentes ferozes.
O relacionamento organizacional é objeto de pesquisa deste artigo e tem sido foco de estudo de diferentes áreas do conhecimentos humano, dentre elas, a área de Relações Públicas, através de pesquisadores como Grunig e Hon (1999), Ferrrari (2003) e França (2004), entre outros, bem como, a área de Marketing de Relacionamento, dando destaque a Morgan e Hunt (1994), Ganessan (1994) e Fontenot e Wilson (1997).
Procurando analisar o tema relacionamento organizacional dentro da perspectiva teórica apresentada por duas áreas distintas do conhecimento científico, Relações Públicas e Marketing de Relacionamento, cabem os seguintes questionamentos: Como o relacionamento organizacional é estudado pelas duas áreas? Quais são as categorias em comum aos estudos das áreas? Quais são as características que distinguem ou unem as duas áreas?
BONDAFINI, Gerson José. O relacionamento das organizações com públicos: uma abordagem comparativa entre as Relações Públicas e o Marketing de Relacionamento. In: UNIrevista - Vol. 1, n° 3, julho 2006. Disponível em: http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Bonfadini.PDF. Acesso em Janeiro de 2008.
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A globalização econômica transformou as relações das organizações com os seus ambientes. Diversos estudos destacam que as organizações estão estabelecendo novos parâmetros de relacionamento com os seus públicos, procurando se adaptar e enfrentar as influências deste paradigma econômico. O artigo faz uma incursão exploratória analisando o tema relacionamento organizacional através da comparação de estudos das áreas de Relações Públicas e de Marketing de Relacionamento e da construção de categorias conforme estudo de caso de uma instituição de ensino superior brasileira.
Palavras-chave: relacionamento organizacional, Relações Públicas, Marketing de Relacionamento
INTRODUÇÃO:
A globalização econômica transformou as relações que as organizações mantêm com o ambiente que as cercam, conforme as conclusões de diversos pensadores como Giddens (1991), Coriat (1994), Coutinho e Ferraz (1994), Nakano (1994), Ianni (1995), Becker (1995), entre outros. As diferentes abordagens, apresentadas pelos autores, descrevem as influências tanto positivas (qualificação, profissionalização e cooperação) quanto negativas (alienação, desnacionalização e desintegração) que a globalização causa nas organizações e em seus respectivos ambientes de influência.
Em comum, os autores destacam que as organizações estão estabelecendo novos parâmetros de relacionamento com os seus públicos estratégicos, procurando se adaptar e enfrentar as influências deste paradigma econômico. As organizações apresentam ações e posições que determinam novos processos de conduta, como por exemplo: em relação ao cliente, o surgimento de leis de proteção ao consumidor que aumentam o seu poder de negociação; em relação aos funcionários, a cooperação entre os diferentes níveis hierárquicos promovida pela introdução de novos modelos de gestão; em relação aos fornecedores, a adoção de parcerias na cadeia de suprimento gerada pela necessidade de reduzir custos; em relação a comunidade local, a preservação ambiental e a responsabilidade social como elemento de reciprocidade e de comprometimento com a sociedade; e até em relação a concorrência, surgem alianças estratégicas e fusões entre organizações que outrora eram concorrentes ferozes.
O relacionamento organizacional é objeto de pesquisa deste artigo e tem sido foco de estudo de diferentes áreas do conhecimentos humano, dentre elas, a área de Relações Públicas, através de pesquisadores como Grunig e Hon (1999), Ferrrari (2003) e França (2004), entre outros, bem como, a área de Marketing de Relacionamento, dando destaque a Morgan e Hunt (1994), Ganessan (1994) e Fontenot e Wilson (1997).
Procurando analisar o tema relacionamento organizacional dentro da perspectiva teórica apresentada por duas áreas distintas do conhecimento científico, Relações Públicas e Marketing de Relacionamento, cabem os seguintes questionamentos: Como o relacionamento organizacional é estudado pelas duas áreas? Quais são as categorias em comum aos estudos das áreas? Quais são as características que distinguem ou unem as duas áreas?
BONDAFINI, Gerson José. O relacionamento das organizações com públicos: uma abordagem comparativa entre as Relações Públicas e o Marketing de Relacionamento. In: UNIrevista - Vol. 1, n° 3, julho 2006. Disponível em: http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Bonfadini.PDF. Acesso em Janeiro de 2008.
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Marketing de Relacionamento,
Relações Públicas
Subsídios para o estudo do conceito de Relações Públicas no Brasil
Resumo:
Este artigo estuda as origens do conceito de relações públicas no Brasil: como se formou, fatores e movimentos que influenciaram o seu desenvolvimento e levaram à regulamentação legal da atividade. Analisa as definições de comumente aceitas pelas escolas e pelos docentes da disciplina. Questiona se houve ou não a adaptação da atividade à cultura brasileira e a falta de um grupo de especialistas que tivesse autoridade e apoio da categoria para conduzir, conceitual e operacionalmente, relações públicas no País. Estuda também as opiniões de autores que apresentam outras visões de relações públicas, além das tradicionais. Uma discussão de perspectivas não-institucionais é apresentada no final do artigo.
Palavras-chave: Produção científica – Relações públicas – Conceito de relações públicas – Regulamentação legal – ABRP – Cultura brasileira.
INTRODUÇÃO:
É tarefa difícil tentar encontrar os caminhos pelos quais se chegou à formação do conceito de relações públicas no Brasil. Polissêmicas em suas manifestações, elas fazem com que cada interlocutor as vejam na medida de sua percepção, na expressão de Tomás de Aquino: “quidquid recipitur per modum recipientis recipitur”. Muitas razões impedem ver com clareza o caminho seguido pelas relações públicas. Mesmo assim, ousamos indicar algumas que nos parecem ter contribuído para a pouca visibilidade dessa atividade que se instalou no Brasil em 1914. Primeira: existem poucos estudos específicos sobre a conceituação teórica de relações públicas no Brasil. Segunda: a produção científica inicial ligada às relações públicas foi em grande parte perdida, não divulgada ou só permaneceu acessível a poucos. Terceira: não existe análise crítica do que se produz em relações públicas; o que é divulgado consome-se sem contestação. E uma quarta razão: parece-nos que a falta do debate, da controvérsia, que se diz ser própria de relações públicas, tenha sido talvez uma das causas determinantes da atual falta de excelência dessa atividade entre nós.
É impossível em um artigo acompanhar o desenvolvimento de uma atividade, praticada no Brasil há 89 anos, verificar toda a sua história, a literatura existente, bem como conhecer em detalhes quais foram os movimentos e as lideranças legítimas que a influenciaram de modo a torná-la acatada pela sociedade e pelas organizações que dela começaram a fazer uso. Por isso, este artigo oferece algumas reflexões como subsídios para o estudo da formação do conceito de relações públicas no Brasil, concentrando a reflexão sobre quatro pontos: formulação do problema; identificação dos movimentos que influenciaram o desenvolvimento e a consolidação da atividade; estudo das definições aceitas pela academia e pelos profissionais; visões de relações públicas no Brasil.
FRANÇA, Fábio. Subsídios para o estudo do conceito de relações públicas no Brasil. Comunicação & Sociedade. São Bernardo do Campo: Póscom-Umesp, a. 24, n. 39, p.127-154, 1o. sem. 2003. Disponível em: http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/cs_umesp/article/viewFile/141/101. Acesso em Janeiro de 2008.
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Este artigo estuda as origens do conceito de relações públicas no Brasil: como se formou, fatores e movimentos que influenciaram o seu desenvolvimento e levaram à regulamentação legal da atividade. Analisa as definições de comumente aceitas pelas escolas e pelos docentes da disciplina. Questiona se houve ou não a adaptação da atividade à cultura brasileira e a falta de um grupo de especialistas que tivesse autoridade e apoio da categoria para conduzir, conceitual e operacionalmente, relações públicas no País. Estuda também as opiniões de autores que apresentam outras visões de relações públicas, além das tradicionais. Uma discussão de perspectivas não-institucionais é apresentada no final do artigo.
Palavras-chave: Produção científica – Relações públicas – Conceito de relações públicas – Regulamentação legal – ABRP – Cultura brasileira.
INTRODUÇÃO:
É tarefa difícil tentar encontrar os caminhos pelos quais se chegou à formação do conceito de relações públicas no Brasil. Polissêmicas em suas manifestações, elas fazem com que cada interlocutor as vejam na medida de sua percepção, na expressão de Tomás de Aquino: “quidquid recipitur per modum recipientis recipitur”. Muitas razões impedem ver com clareza o caminho seguido pelas relações públicas. Mesmo assim, ousamos indicar algumas que nos parecem ter contribuído para a pouca visibilidade dessa atividade que se instalou no Brasil em 1914. Primeira: existem poucos estudos específicos sobre a conceituação teórica de relações públicas no Brasil. Segunda: a produção científica inicial ligada às relações públicas foi em grande parte perdida, não divulgada ou só permaneceu acessível a poucos. Terceira: não existe análise crítica do que se produz em relações públicas; o que é divulgado consome-se sem contestação. E uma quarta razão: parece-nos que a falta do debate, da controvérsia, que se diz ser própria de relações públicas, tenha sido talvez uma das causas determinantes da atual falta de excelência dessa atividade entre nós.
É impossível em um artigo acompanhar o desenvolvimento de uma atividade, praticada no Brasil há 89 anos, verificar toda a sua história, a literatura existente, bem como conhecer em detalhes quais foram os movimentos e as lideranças legítimas que a influenciaram de modo a torná-la acatada pela sociedade e pelas organizações que dela começaram a fazer uso. Por isso, este artigo oferece algumas reflexões como subsídios para o estudo da formação do conceito de relações públicas no Brasil, concentrando a reflexão sobre quatro pontos: formulação do problema; identificação dos movimentos que influenciaram o desenvolvimento e a consolidação da atividade; estudo das definições aceitas pela academia e pelos profissionais; visões de relações públicas no Brasil.
FRANÇA, Fábio. Subsídios para o estudo do conceito de relações públicas no Brasil. Comunicação & Sociedade. São Bernardo do Campo: Póscom-Umesp, a. 24, n. 39, p.127-154, 1o. sem. 2003. Disponível em: http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/cs_umesp/article/viewFile/141/101. Acesso em Janeiro de 2008.
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Relações Públicas, esta incompreendida? Análise da percepção dos calouros do curso de Relações Públicas
Resumo:
Discussão permanente nos encontros acadêmicos e profissionais, a falta de uma definição clara e objetiva das Relações Públicas tem causado, até hoje prejuízos para a identidade da profissão junto a empresários e a sociedade em geral. Diante deste impasse, muitos são os apontados como os ‘culpados’ por esta situação como as entidades da categoria, a academia, assim como os profissionais que passaram pelos cursos universitários existentes no país. A pesquisa aqui apresentada pretende mostrar que a percepção dos calouros do curso de Relações Públicas, em sua maioria, é deturpada e estereotipada, fruto da desinformação.
Palavras-chave: Percepção, Relações Públicas, conceito, estereótipo, entidades da categoria
Sendo as Relações Públicas uma profissão ainda bastante ‘nebulosa’ em termos de sua definição e de uso prático na sociedade, a atividade tem sofrido, ao longo dos anos, as conseqüências da falta de um conceito consolidado. Se, por um lado a criação da legislação, em 1967 contribuiu para formalizar a atividade no Brasil, por outro trouxe prejuízos ao restringir a prática das Relações Públicas aos profissionais que possuem o registro profissional. Enquanto os jornalistas orgulham-se e defendem o registro profissional, como forma de ‘delimitar’ seu território profissional, os relações-públicas descartam e não reconhecem a legitimidade do mesmo, o que é reforçado pelas empresas não exigem a filiação ao Sistema CONFERP, como requisito para a contratação.
A percepção equivocada dos jornalistas a respeito das Relações Públicas é confirmada pela pesquisa realizada por Duarte e Duarte (2002) com 262 profissionais de imprensa. Os resultados demonstraram que para o jornalista o profissional de relações públicas é um ilustre desconhecido. Lopes e Vieira (2004, p. 24) apontam a suposta distinção quando comentam que “fica nítida a preocupação dos jornalistas em diferenciar o papel dos dois profissionais, enfatizando-se que jornalistas cuidam da informação e os relações-públicas cuidam dos relacionamentos”. Esta tentativa de distinção é frágil, uma vez que não há possibilidade de separar a informação da construção e manutenção de relacionamentos da empresa com seus públicos de interesse, pois o processo de Relações Públicas está calcado na informação, aqui entendida como a ‘matéria-prima’ da referida atividade, conceito cunhado por Simões (1993).
Após quase 40 anos de ter sido instituído o primeiro curso universitário de Relações Públicas no Brasil, na ECA/USP e, de contarmos em 2006 com aproximadamente 90 cursos em todo o país (CONRERP SP/PR, 2006), a atividade não conseguiu sua legitimidade como as demais áreas da comunicação, tanto entre os empresários como na sociedade em geral.
Apesar de o Parlamento Nacional de Relações Públicas, ter sido um movimento de reflexão da legislação criada em 1967 sob o olhar do século XXI, as alterações propostas no documento final do referido movimento, ainda encontram-se tramitando nas diferentes instâncias da Câmara e Senado Federal. Essa lentidão da burocracia governamental tem acelerado um clima de insatisfação por parte dos profissionais de Relações Públicas, assim como daqueles que estão na direção do Sistema Conferp. Urge a necessidade de garantir uma identidade das Relações Públicas que possa ser compreendida pelas organizações e sociedade em geral, mas para que essa mudança ocorra será preciso agir com rapidez para não perder, talvez a nossa última oportunidade.
Diante deste cenário, foi desenvolvida uma pesquisa junto aos calouros do curso de Relações Públicas com o objetivo de conhecer suas percepções sobre a profissão e sua aplicabilidade no mercado de trabalho. Foram pesquisados 104 alunos que ingressaram no curso de Relações Públicas da ECA/USP nos anos de 2005 e 2006. Os resultados demonstram que a percepção dos alunos sobre a atividade profissional de Relações Públicas é inconsistente e distorcida e que sua aplicabilidade está restrita a atividades técnicas e operativas.
Acreditamos que a percepção dos alunos está diretamente relacionada com a situação atual da profissão na sociedade, isto é, a desinformação faz com que as pessoas tenham uma definição distorcida da real função do profissional. A escassa informação sobre a atividade de Relações Públicas está em perfeita sintonia com os motivos que levaram os alunos pesquisados a escolherem o curso. Ao contrário da visão distorcida dos alunos e sociedade, no campo acadêmico os cursos têm se preocupado em estar constantemente atualizados, tanto com relação à matriz curricular como no desenvolvimento de práticas complementares que venham a dar maior vivência aos estudantes sobre a prática profissional de Relações Públicas. Estudo desenvolvido por Ferrari et al. (2003) aponta que as coordenações de curso estão permanentemente revendo seus conteúdos e práticas com o objetivo de reforçar a verdadeira função dos profissionais de Relações Públicas.
Se por um lado os estudantes, seus familiares e a sociedade em geral não têm uma noção correta da função da atividade de Relações Públicas no mercado e por outro, a academia está cumprindo sua função que é formar profissionais que atendam às demandas do mercado e da sociedade, não estaria faltando a participação das entidades da categoria para apoiar a academia que está fazendo a sua parte?
FERRARI, Maria Aparecida. Relações Públicas, esta incompreendida? Análise da percepção dos calouros do curso de Relações Públicas. In: UNIrevista - Vol. 1, n° 3, julho 2006. Disponível em: http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Ferrari.PDF. Acesso em Janeiro de 2008.
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Discussão permanente nos encontros acadêmicos e profissionais, a falta de uma definição clara e objetiva das Relações Públicas tem causado, até hoje prejuízos para a identidade da profissão junto a empresários e a sociedade em geral. Diante deste impasse, muitos são os apontados como os ‘culpados’ por esta situação como as entidades da categoria, a academia, assim como os profissionais que passaram pelos cursos universitários existentes no país. A pesquisa aqui apresentada pretende mostrar que a percepção dos calouros do curso de Relações Públicas, em sua maioria, é deturpada e estereotipada, fruto da desinformação.
Palavras-chave: Percepção, Relações Públicas, conceito, estereótipo, entidades da categoria
Sendo as Relações Públicas uma profissão ainda bastante ‘nebulosa’ em termos de sua definição e de uso prático na sociedade, a atividade tem sofrido, ao longo dos anos, as conseqüências da falta de um conceito consolidado. Se, por um lado a criação da legislação, em 1967 contribuiu para formalizar a atividade no Brasil, por outro trouxe prejuízos ao restringir a prática das Relações Públicas aos profissionais que possuem o registro profissional. Enquanto os jornalistas orgulham-se e defendem o registro profissional, como forma de ‘delimitar’ seu território profissional, os relações-públicas descartam e não reconhecem a legitimidade do mesmo, o que é reforçado pelas empresas não exigem a filiação ao Sistema CONFERP, como requisito para a contratação.
A percepção equivocada dos jornalistas a respeito das Relações Públicas é confirmada pela pesquisa realizada por Duarte e Duarte (2002) com 262 profissionais de imprensa. Os resultados demonstraram que para o jornalista o profissional de relações públicas é um ilustre desconhecido. Lopes e Vieira (2004, p. 24) apontam a suposta distinção quando comentam que “fica nítida a preocupação dos jornalistas em diferenciar o papel dos dois profissionais, enfatizando-se que jornalistas cuidam da informação e os relações-públicas cuidam dos relacionamentos”. Esta tentativa de distinção é frágil, uma vez que não há possibilidade de separar a informação da construção e manutenção de relacionamentos da empresa com seus públicos de interesse, pois o processo de Relações Públicas está calcado na informação, aqui entendida como a ‘matéria-prima’ da referida atividade, conceito cunhado por Simões (1993).
Após quase 40 anos de ter sido instituído o primeiro curso universitário de Relações Públicas no Brasil, na ECA/USP e, de contarmos em 2006 com aproximadamente 90 cursos em todo o país (CONRERP SP/PR, 2006), a atividade não conseguiu sua legitimidade como as demais áreas da comunicação, tanto entre os empresários como na sociedade em geral.
Apesar de o Parlamento Nacional de Relações Públicas, ter sido um movimento de reflexão da legislação criada em 1967 sob o olhar do século XXI, as alterações propostas no documento final do referido movimento, ainda encontram-se tramitando nas diferentes instâncias da Câmara e Senado Federal. Essa lentidão da burocracia governamental tem acelerado um clima de insatisfação por parte dos profissionais de Relações Públicas, assim como daqueles que estão na direção do Sistema Conferp. Urge a necessidade de garantir uma identidade das Relações Públicas que possa ser compreendida pelas organizações e sociedade em geral, mas para que essa mudança ocorra será preciso agir com rapidez para não perder, talvez a nossa última oportunidade.
Diante deste cenário, foi desenvolvida uma pesquisa junto aos calouros do curso de Relações Públicas com o objetivo de conhecer suas percepções sobre a profissão e sua aplicabilidade no mercado de trabalho. Foram pesquisados 104 alunos que ingressaram no curso de Relações Públicas da ECA/USP nos anos de 2005 e 2006. Os resultados demonstram que a percepção dos alunos sobre a atividade profissional de Relações Públicas é inconsistente e distorcida e que sua aplicabilidade está restrita a atividades técnicas e operativas.
Acreditamos que a percepção dos alunos está diretamente relacionada com a situação atual da profissão na sociedade, isto é, a desinformação faz com que as pessoas tenham uma definição distorcida da real função do profissional. A escassa informação sobre a atividade de Relações Públicas está em perfeita sintonia com os motivos que levaram os alunos pesquisados a escolherem o curso. Ao contrário da visão distorcida dos alunos e sociedade, no campo acadêmico os cursos têm se preocupado em estar constantemente atualizados, tanto com relação à matriz curricular como no desenvolvimento de práticas complementares que venham a dar maior vivência aos estudantes sobre a prática profissional de Relações Públicas. Estudo desenvolvido por Ferrari et al. (2003) aponta que as coordenações de curso estão permanentemente revendo seus conteúdos e práticas com o objetivo de reforçar a verdadeira função dos profissionais de Relações Públicas.
Se por um lado os estudantes, seus familiares e a sociedade em geral não têm uma noção correta da função da atividade de Relações Públicas no mercado e por outro, a academia está cumprindo sua função que é formar profissionais que atendam às demandas do mercado e da sociedade, não estaria faltando a participação das entidades da categoria para apoiar a academia que está fazendo a sua parte?
FERRARI, Maria Aparecida. Relações Públicas, esta incompreendida? Análise da percepção dos calouros do curso de Relações Públicas. In: UNIrevista - Vol. 1, n° 3, julho 2006. Disponível em: http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Ferrari.PDF. Acesso em Janeiro de 2008.
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07 janeiro 2008
Comunicação Organizacional e Relações Públicas: caminhos que se cruzam, entrecruzam ou sobrepõem?
Resumo
Esse artigo tem como objetivo instigar discussões sobre a interface do campo da comunicação com a comunicação organizacional e desta com as relações públicas. A proposta é apresentar suas articulações e diferenças, procurando delinear seus objetos de estudo, na busca de uma abordagem contemporânea capaz de avançar na reflexão teórica, não deixando de reconhecer a complexidade dessa discussão e a produção já desenvolvida. Além disso, pretende-se levantar questões que dêem maior clareza aos objetos de estudo específicos da comunicação organizacional e das relações públicas, a fim de tornar a penetrabilidade conceitual dessas duas áreas mais compreensível. Essa discussão pretende estar consoante à reflexão mais ampla que é desenvolvida pelos estudiosos do campo epistemológico da comunicação.
Palavras-chave: Campo da comunicação; comunicação organizacional; relações públicas; interfaces; objetos de estudo.
INTRODUÇÃO
Essa reflexão faz parte de um processo de discussão e produção do grupo de pesquisa intitulado “Teoria de Comunicação Organizacional”, criado em 2004 na Faculdade de Comunicação e Artes da PUC-Minas, e coordenado por uma das autoras do artigo. Uma das questões mais freqüentes nas reflexões do grupo são os desafios que os pesquisadores e estudiosos de comunicação organizacional e de relações públicas encontram para entender os seus objetos de estudo e sua interface com o campo da comunicação e outras áreas de conhecimento. Apesar de essas áreas ganharem cada dia mais espaços de reconhecimento acadêmico com as produções teóricas e importância no mundo empresarial e institucional, ainda existe um descompasso entre suas naturezas prática e teórica.
Observamos através de revisão bibliográfica da literatura produzida no Brasil em comunicação organizacional e relações públicas, que a produção científica, até o presente momento, estabelece poucas articulações com a questão epistemológica do campo da comunicação discutida nos fóruns de debates a exemplo da Compós,
Intercom e outros. São muitas as investigações desenvolvidas na direção de estabelecer interfaces entre as duas áreas e esta é uma temática há muito discutida nos meios acadêmicos e profissionais. Pesquisa realizada por Kunsch (1997), levanta essa discussão a partir de estudos teóricos e dados obtidos através de pesquisa de opinião junto aos segmentos profissionais e organizacionais. Como a autora afirma na introdução, foi sua intenção “registrar algumas reflexões sobre os passos das relações públicas e da comunicação organizacional no Brasil, resgatando aspectos relevantes que perpassam sua história e lançando novas idéias sobre qual deve ser a atuação das relações públicas nas organizações modernas”. (KUNSCH, 1997, p.15)
O que se percebe é que há desencontros, tanto entre os profissionais da academia como entre os atuantes no mercado, ao estabelecer tal distinção. São áreas afins com especificidades que as diferenciam ou são apenas denominações diferentes para práticas que atuam sobre um mesmo objeto? Sem a pretensão de fechar uma discussão acadêmica que ainda tem muitos desdobramentos, este artigo apresenta uma proposta de encaminhamento para essa questão. Partindo do pressuposto que, embora na dinâmica das organizações, as práticas de comunicação organizacional e de relações públicas estejam imbricadas, torna-se uma tarefa um tanto delicada efetuar suas distinções e apontar suas especificidades.
Para nós, ambas têm como referencial teórico o campo da comunicação e essa natureza comum vai ser demonstrada naquilo que epistemologicamente é característico a todo processo comunicacional: estabelecer interfaces com outras áreas. Essa característica, aplicada às organizações, abre uma perspectiva de interação em seus processos mais abrangentes e em suas atuações mais específicas, uma vez que a comunicação propicia espaços de interação entre organização e atores sociais.
Esse caminho parece-nos uma possibilidade de iniciar uma reflexão sobre a constituição do campo da comunicação nas organizações. Para isso, consideramos nesse trabalho três pontos norteadores: 1 – estudos com referencial teórico do campo da comunicação; 2 - posições com um caráter mais reflexivo e menos exploratório; e 3 – abordagem da comunicação organizacional a partir dos estudos de interface, proposto por Braga (2004).
OLIVEIRA, Ivone de Lourdes; PAULA, Carine Fonseca Caetano de. Comunicação Organizacional e Relações Públicas: caminhos que se cruzam, entrecruzam ou sobrepõem?. In: INTERCOM XXVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2005, Rio de Janeiro. Disponível em: http://reposcom.portcom.intercom.org.br/dspace/bitstream/1904/17597/1/R1353-1.pdf . Acesso em Janeiro de 2008.
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Esse artigo tem como objetivo instigar discussões sobre a interface do campo da comunicação com a comunicação organizacional e desta com as relações públicas. A proposta é apresentar suas articulações e diferenças, procurando delinear seus objetos de estudo, na busca de uma abordagem contemporânea capaz de avançar na reflexão teórica, não deixando de reconhecer a complexidade dessa discussão e a produção já desenvolvida. Além disso, pretende-se levantar questões que dêem maior clareza aos objetos de estudo específicos da comunicação organizacional e das relações públicas, a fim de tornar a penetrabilidade conceitual dessas duas áreas mais compreensível. Essa discussão pretende estar consoante à reflexão mais ampla que é desenvolvida pelos estudiosos do campo epistemológico da comunicação.
Palavras-chave: Campo da comunicação; comunicação organizacional; relações públicas; interfaces; objetos de estudo.
INTRODUÇÃO
Essa reflexão faz parte de um processo de discussão e produção do grupo de pesquisa intitulado “Teoria de Comunicação Organizacional”, criado em 2004 na Faculdade de Comunicação e Artes da PUC-Minas, e coordenado por uma das autoras do artigo. Uma das questões mais freqüentes nas reflexões do grupo são os desafios que os pesquisadores e estudiosos de comunicação organizacional e de relações públicas encontram para entender os seus objetos de estudo e sua interface com o campo da comunicação e outras áreas de conhecimento. Apesar de essas áreas ganharem cada dia mais espaços de reconhecimento acadêmico com as produções teóricas e importância no mundo empresarial e institucional, ainda existe um descompasso entre suas naturezas prática e teórica.
Observamos através de revisão bibliográfica da literatura produzida no Brasil em comunicação organizacional e relações públicas, que a produção científica, até o presente momento, estabelece poucas articulações com a questão epistemológica do campo da comunicação discutida nos fóruns de debates a exemplo da Compós,
Intercom e outros. São muitas as investigações desenvolvidas na direção de estabelecer interfaces entre as duas áreas e esta é uma temática há muito discutida nos meios acadêmicos e profissionais. Pesquisa realizada por Kunsch (1997), levanta essa discussão a partir de estudos teóricos e dados obtidos através de pesquisa de opinião junto aos segmentos profissionais e organizacionais. Como a autora afirma na introdução, foi sua intenção “registrar algumas reflexões sobre os passos das relações públicas e da comunicação organizacional no Brasil, resgatando aspectos relevantes que perpassam sua história e lançando novas idéias sobre qual deve ser a atuação das relações públicas nas organizações modernas”. (KUNSCH, 1997, p.15)
O que se percebe é que há desencontros, tanto entre os profissionais da academia como entre os atuantes no mercado, ao estabelecer tal distinção. São áreas afins com especificidades que as diferenciam ou são apenas denominações diferentes para práticas que atuam sobre um mesmo objeto? Sem a pretensão de fechar uma discussão acadêmica que ainda tem muitos desdobramentos, este artigo apresenta uma proposta de encaminhamento para essa questão. Partindo do pressuposto que, embora na dinâmica das organizações, as práticas de comunicação organizacional e de relações públicas estejam imbricadas, torna-se uma tarefa um tanto delicada efetuar suas distinções e apontar suas especificidades.
Para nós, ambas têm como referencial teórico o campo da comunicação e essa natureza comum vai ser demonstrada naquilo que epistemologicamente é característico a todo processo comunicacional: estabelecer interfaces com outras áreas. Essa característica, aplicada às organizações, abre uma perspectiva de interação em seus processos mais abrangentes e em suas atuações mais específicas, uma vez que a comunicação propicia espaços de interação entre organização e atores sociais.
Esse caminho parece-nos uma possibilidade de iniciar uma reflexão sobre a constituição do campo da comunicação nas organizações. Para isso, consideramos nesse trabalho três pontos norteadores: 1 – estudos com referencial teórico do campo da comunicação; 2 - posições com um caráter mais reflexivo e menos exploratório; e 3 – abordagem da comunicação organizacional a partir dos estudos de interface, proposto por Braga (2004).
OLIVEIRA, Ivone de Lourdes; PAULA, Carine Fonseca Caetano de. Comunicação Organizacional e Relações Públicas: caminhos que se cruzam, entrecruzam ou sobrepõem?. In: INTERCOM XXVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2005, Rio de Janeiro. Disponível em: http://reposcom.portcom.intercom.org.br/dspace/bitstream/1904/17597/1/R1353-1.pdf . Acesso em Janeiro de 2008.
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04 janeiro 2008
Planejamento e gestão estratégica de relações públicas nas organizações contemporâneas
Resumo
O texto é um estudo reflexivo sobre as implicações do planejamento de relações públicas no sentido mais amplo do que técnico, analisando alguns aspectos da complexidade da sociedade contemporânea e suas interferências sobre as organizações. Destaca a importância de as relações públicas exercerem uma função estratégica, por meio do planejamento, da gestão e do pensamento estratégico, a fim de que possam fazer frente às novas demandas sociais e das organizações em busca de uma comunicação excelente e mais sintonizada com as exigências dos públicos e da opinião pública.
Palavras-chave: planejamento, sociedade contemporânea, transformações mundiais, relações públicas, planejamento de relações públicas, organizações, gestão, estratégia, comunicação organizacional, comunicação excelente, públicos.
Abordar questões ligadas ao planejamento e à gestão estratégica de relações públicas implica pensar, inicialmente, em cenários no âmbito das transformações sociais, políticas, econômicas, tecnológicas etc. que acontecem na sociedade e exercem grande influência na vida das organizações. Pois, esse instrumento, que tem como princípios básicos a busca da eficácia e da eficiência organizacional não ocorre por acaso e está sempre vinculado a contextos mais amplos.
KUNSCH, Margarida Krohling. Planejamento e gestão estratégica de Relações Públicas nas organizações contemporâneas. In: UNIrevista - Vol. 1, n° 3, julho 2006. Disponível em: http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Kunsch.PDF. Acesso em Janeiro de 2008.
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O texto é um estudo reflexivo sobre as implicações do planejamento de relações públicas no sentido mais amplo do que técnico, analisando alguns aspectos da complexidade da sociedade contemporânea e suas interferências sobre as organizações. Destaca a importância de as relações públicas exercerem uma função estratégica, por meio do planejamento, da gestão e do pensamento estratégico, a fim de que possam fazer frente às novas demandas sociais e das organizações em busca de uma comunicação excelente e mais sintonizada com as exigências dos públicos e da opinião pública.
Palavras-chave: planejamento, sociedade contemporânea, transformações mundiais, relações públicas, planejamento de relações públicas, organizações, gestão, estratégia, comunicação organizacional, comunicação excelente, públicos.
Abordar questões ligadas ao planejamento e à gestão estratégica de relações públicas implica pensar, inicialmente, em cenários no âmbito das transformações sociais, políticas, econômicas, tecnológicas etc. que acontecem na sociedade e exercem grande influência na vida das organizações. Pois, esse instrumento, que tem como princípios básicos a busca da eficácia e da eficiência organizacional não ocorre por acaso e está sempre vinculado a contextos mais amplos.
KUNSCH, Margarida Krohling. Planejamento e gestão estratégica de Relações Públicas nas organizações contemporâneas. In: UNIrevista - Vol. 1, n° 3, julho 2006. Disponível em: http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Kunsch.PDF. Acesso em Janeiro de 2008.
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A função das relações públicas na administração e sua contribuição para a efetividade organizacional e societal
Resumo
Segundo a história, as relações públicas são praticadas há milhares de anos. Porém, seu desenvolvimento como área de estudo deu-se a partir do século XX. A trajetória da atividade é apresentada, pontuando os resultados de estudos que originaram a criação de uma primeira teoria própria, mediante o Excellence Study, coordenado por Grunig. A visão operacional do princípio do século passado hoje foi substituída pela visão estratégica e social, apontando novos caminhos para uma área fundamental para a melhoria dos relacionamentos de uma organização com seus públicos.
Palavras-chave: Relações públicas – Teoria de relações públicas – Relações públicas estratégicas – Comunicação excelente.
Relações públicas é uma profissão complexa exercida, em nível mundial, por milhares de pessoas. Muitos trabalham para uma única organização; outros, em agências ou assessorias dedicadas às relações públicas, atendendo a diversos clientes.
O profissional de relações públicas trabalha, entre outros, para empresas privadas, governos, associações de classe, organizações não-governamentais, escolas, universidades, hospitais e hotéis, para organizações de pequeno e grande porte. Muitos profissionais se desempenham dentro dos seus próprios países de origem. Outros exercem a atividade em âmbito global.
Como pesquisador, acompanho a prática mundial de relações públicas por mais de trinta e cinco anos. No momento atual, vislumbro a manifestação de cinco tendências. Em primeiro lugar, as relações públicas estão se tornando uma profissão fundamentada em conhecimentos acadêmicos. Segundo, as relações públicas estão no processo de adquirir uma função gerencial que difere substancialmente da função atual de técnico da comunicação. Terceiro, os profissionais de relações públicas estão se convertendo em assessores estratégicos que estão menos preocupados com a inserção de publicidade nos meios massivos de comunicação que seus antecessores. Em quarto lugar, relações públicas é uma profissão exercida quase que exclusivamente pelo sexo feminino, sem distinções étnicas ou raciais. Em ultimo lugar, estou convencido de que a prática de relações públicas é um fenômeno mundial que não se restringe exclusivamente às empresas.
Os historiadores não chegaram a definir quando foi a primeira vez que se praticaram as relações públicas, nem quem foi o primeiro a praticá-las e onde começaram. Os norte americanos, tradicionalmente, sempre disseram que foram os inventores das relações públicas. Os acadêmicos da China, porém, revelam que a aristocracia chinesa praticava algo parecido com as modernas relações públicas cerca de cinco mil anos atrás. Independentemente do fato de ter havido uma prática rudimentar há alguns milhares de anos, o fato é que relações públicas é uma profissão que existe há quase cem anos.
Foi só recentemente que as relações públicas passaram a ser exercidas em diversos países do mundo. O fato é que as relações públicas eram algo que as pessoas faziam para ganhar um salário e não uma disciplina estudada como meio de preparação profissional para o mercado de trabalho. Não existia educação formal em relações públicas. Também não existia um corpo de pesquisa que sustentasse o conjunto de conhecimentos que pudessem ser ensinados formalmente. Não existiam padrões reconhecidos para a prática profissional nem uma base de princípios éticos para nortear as decisões do profissional de relações públicas. A maioria dos que atuavam na área de Relações Públicas poderiam ser denominados “improvisadores práticos”, conforme definição do pesquisador canadense Michel Dumas. Esses indivíduos eram pessoas que praticavam relações públicas sem conhecer a teoria de por que as relações públicas eram praticadas nem por que as relações públicas eram importantes para a organização.
As relações públicas são uma ocupação que tem se definido muito mais pelas suas técnicas do que por sua teoria. A maioria dos que praticam relações públicas tem sido os mestres das diversas técnicas. Esses indivíduos aprenderam a preparar press releases, programar a cobertura da mídia, redigir discursos, elaborar folhetos, atuar como lobistas no congresso nacional ou elaborar um relatório anual de atividades.
Além de ser uma ocupação que se define pelas suas técnicas, a maioria dos que praticam relações públicas tem dedicado uma boa parte dos seus trabalhos profissionais à comunicação através das mídias massivas. A maioria acreditou que poderia influenciar um grande número de pessoas exclusivamente através da publicidade. As organizações que utilizaram os serviços desse pessoal de relações públicas também acreditaram que poderiam fazer com que um grande número de pessoas se comportasse da maneira que (elas) esperavam, simplesmente pelo fato de criar uma boa “imagem” nos meios de comunicação.
No momento atual, a maioria dos que praticam relações públicas já começou a entender que as pessoas controlam a utilização dos meios de comunicação muito mais do que os meios controlam o comportamento dos que os utilizam. Outro ponto relevante é o fato de que nem os que praticam relações públicas nem a mídia criam as fortes impressões que são habitualmente conhecidas como “imagens”. As imagens são simplesmente aquilo que as pessoas pensam e a maioria das pessoas pensa por si próprio.
As pessoas constroem suas próprias visões sobre as organizações. Os que praticam relações públicas podem assessorar seus públicos na construção de imagens positivas a respeito de suas organizações quando recomendam que o comportamento da organização deve ser aquele visualizado pelas pessoas que estão fora da organização. Em outras palavras, o moderno profissional de relações públicas entende que hoje é necessário servir os interesses das pessoas que são afetadas pelas organizações para bem servir os interesses das organizações que lhes brindam seu sustento.
Hoje, as organizações que utilizam os serviços de indivíduos e empresas que praticam relações públicas reconhecem que relações públicas é uma importante função da administração. Essas organizações entenderam que as relações públicas servem à organização pelo fato de serem o mecanismo de equilíbrio entre os interesses da organização e as pessoas que são afetadas pela organização, ou seja aqueles que denomino como “públicos”.
Nos Estados Unidos, a transformação das relações públicas numa função da administração foi afetada pelo grande número de pessoas do sexo feminino que se encontram na profissão. Aproximadamente 75% dos estudantes de relações públicas e 60% dos profissionais ativos são mulheres. Nos Estados Unidos, as mulheres tradicionalmente têm sido excluídas do exercício de funções gerenciais.
Pesquisas recentes revelam que a nova maioria feminina das relações públicas tem encontrado dificuldade no processo de legitimação como gerentes e até como técnicos. É evidente que o crescimento das relações públicas como função gerencial requer que os pesquisadores encontrem meios de dar maior presença às mulheres que praticam relações públicas. Além do crescimento do sexo feminino na prática da relações públicas nos Estados Unidos, as organizações estão também se defrontando com uma diversidade étnica e racial nos seus meios de atuação. Os públicos nos Estados Unidos são formados por diversos grupos étnicos e raciais não-europeus. As organizações multinacionais possuem públicos de todas as partes do mundo. Os que praticam relações públicas têm sido obrigados a desenvolver princípios de relações publicas multiculturais para se comunicar com seus públicos locais e internacionais.
As relações públicas podem ser praticadas como profissão e como função gerencial a partir do momento em que aqueles que as praticam adquiram um conhecimento derivado da pesquisa acadêmica. Nos últimos 25 anos um pequeno grupo de pesquisadores, a começar pelos Estados Unidos e hoje em todo o mundo, tem avançado rapidamente no desenvolvimento de uma teoria abrangente de relações públicas que as equipara a profissões como o direito, a medicina e a educação. Inicialmente, os pesquisadores utilizaram conhecimentos da área de Comunicação, das Ciências Sociais e de outras Ciências do Comportamento. Hoje, possuem um corpo completo de teoria e pesquisa.
Com o apoio da International Association of Business Communicators Research Foundation (IABC), sou responsável desde 1985 pela condução do trabalho de seis pesquisadores que têm realizado diversas pesquisas sobre as características que levam certos departamentos de relações públicas à excelência e como esses departamentos têm contribuído para fazer com que suas organizações sejam mais eficazes. Temos pesquisado mais de trezentas organizações nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido, para identificar como elas praticam as relações públicas de forma excelente e para focalizar quais são as práticas que mais contribuem para a efetividade dessas organizações.
O resultado é uma teoria que consiste de vários princípios genéricos que podem ser aplicados em qualquer lugar do mundo, embora seja evidente que esses conceitos devem ser aplicados de forma diferenciada em diferentes culturas e sistemas socioeconômicos. A teoria também se aplica a diferentes organizações e abrange, entre outros, governo, corporações, organizações não-governamentais e associações de classe. Resumidamente, a teoria fornece uma estrutura conceitual para uma cultura profissional de relações públicas que é, com as devidas revisões e adaptações a diferentes culturas organizacionais e nacionais, uma componente fundamental da administração em qualquer lugar do mundo.
GRUNIG, James E. A função das relações públicas na administração e sua
contribuição para a efetividade organizacional e societal. Trad. de John Franklin
Arce. Comunicação & Sociedade. São Bernardo do Campo: Póscom-Umesp,
a. 24, n. 39, p. 67-92, 1o. sem. 2003. Disponível em: http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/cs_umesp/article/viewFile/142/102. Acesso em Janeiro de 2008.
Clique aqui para ver a íntegra do texto.
Segundo a história, as relações públicas são praticadas há milhares de anos. Porém, seu desenvolvimento como área de estudo deu-se a partir do século XX. A trajetória da atividade é apresentada, pontuando os resultados de estudos que originaram a criação de uma primeira teoria própria, mediante o Excellence Study, coordenado por Grunig. A visão operacional do princípio do século passado hoje foi substituída pela visão estratégica e social, apontando novos caminhos para uma área fundamental para a melhoria dos relacionamentos de uma organização com seus públicos.
Palavras-chave: Relações públicas – Teoria de relações públicas – Relações públicas estratégicas – Comunicação excelente.
Relações públicas é uma profissão complexa exercida, em nível mundial, por milhares de pessoas. Muitos trabalham para uma única organização; outros, em agências ou assessorias dedicadas às relações públicas, atendendo a diversos clientes.
O profissional de relações públicas trabalha, entre outros, para empresas privadas, governos, associações de classe, organizações não-governamentais, escolas, universidades, hospitais e hotéis, para organizações de pequeno e grande porte. Muitos profissionais se desempenham dentro dos seus próprios países de origem. Outros exercem a atividade em âmbito global.
Como pesquisador, acompanho a prática mundial de relações públicas por mais de trinta e cinco anos. No momento atual, vislumbro a manifestação de cinco tendências. Em primeiro lugar, as relações públicas estão se tornando uma profissão fundamentada em conhecimentos acadêmicos. Segundo, as relações públicas estão no processo de adquirir uma função gerencial que difere substancialmente da função atual de técnico da comunicação. Terceiro, os profissionais de relações públicas estão se convertendo em assessores estratégicos que estão menos preocupados com a inserção de publicidade nos meios massivos de comunicação que seus antecessores. Em quarto lugar, relações públicas é uma profissão exercida quase que exclusivamente pelo sexo feminino, sem distinções étnicas ou raciais. Em ultimo lugar, estou convencido de que a prática de relações públicas é um fenômeno mundial que não se restringe exclusivamente às empresas.
Os historiadores não chegaram a definir quando foi a primeira vez que se praticaram as relações públicas, nem quem foi o primeiro a praticá-las e onde começaram. Os norte americanos, tradicionalmente, sempre disseram que foram os inventores das relações públicas. Os acadêmicos da China, porém, revelam que a aristocracia chinesa praticava algo parecido com as modernas relações públicas cerca de cinco mil anos atrás. Independentemente do fato de ter havido uma prática rudimentar há alguns milhares de anos, o fato é que relações públicas é uma profissão que existe há quase cem anos.
Foi só recentemente que as relações públicas passaram a ser exercidas em diversos países do mundo. O fato é que as relações públicas eram algo que as pessoas faziam para ganhar um salário e não uma disciplina estudada como meio de preparação profissional para o mercado de trabalho. Não existia educação formal em relações públicas. Também não existia um corpo de pesquisa que sustentasse o conjunto de conhecimentos que pudessem ser ensinados formalmente. Não existiam padrões reconhecidos para a prática profissional nem uma base de princípios éticos para nortear as decisões do profissional de relações públicas. A maioria dos que atuavam na área de Relações Públicas poderiam ser denominados “improvisadores práticos”, conforme definição do pesquisador canadense Michel Dumas. Esses indivíduos eram pessoas que praticavam relações públicas sem conhecer a teoria de por que as relações públicas eram praticadas nem por que as relações públicas eram importantes para a organização.
As relações públicas são uma ocupação que tem se definido muito mais pelas suas técnicas do que por sua teoria. A maioria dos que praticam relações públicas tem sido os mestres das diversas técnicas. Esses indivíduos aprenderam a preparar press releases, programar a cobertura da mídia, redigir discursos, elaborar folhetos, atuar como lobistas no congresso nacional ou elaborar um relatório anual de atividades.
Além de ser uma ocupação que se define pelas suas técnicas, a maioria dos que praticam relações públicas tem dedicado uma boa parte dos seus trabalhos profissionais à comunicação através das mídias massivas. A maioria acreditou que poderia influenciar um grande número de pessoas exclusivamente através da publicidade. As organizações que utilizaram os serviços desse pessoal de relações públicas também acreditaram que poderiam fazer com que um grande número de pessoas se comportasse da maneira que (elas) esperavam, simplesmente pelo fato de criar uma boa “imagem” nos meios de comunicação.
No momento atual, a maioria dos que praticam relações públicas já começou a entender que as pessoas controlam a utilização dos meios de comunicação muito mais do que os meios controlam o comportamento dos que os utilizam. Outro ponto relevante é o fato de que nem os que praticam relações públicas nem a mídia criam as fortes impressões que são habitualmente conhecidas como “imagens”. As imagens são simplesmente aquilo que as pessoas pensam e a maioria das pessoas pensa por si próprio.
As pessoas constroem suas próprias visões sobre as organizações. Os que praticam relações públicas podem assessorar seus públicos na construção de imagens positivas a respeito de suas organizações quando recomendam que o comportamento da organização deve ser aquele visualizado pelas pessoas que estão fora da organização. Em outras palavras, o moderno profissional de relações públicas entende que hoje é necessário servir os interesses das pessoas que são afetadas pelas organizações para bem servir os interesses das organizações que lhes brindam seu sustento.
Hoje, as organizações que utilizam os serviços de indivíduos e empresas que praticam relações públicas reconhecem que relações públicas é uma importante função da administração. Essas organizações entenderam que as relações públicas servem à organização pelo fato de serem o mecanismo de equilíbrio entre os interesses da organização e as pessoas que são afetadas pela organização, ou seja aqueles que denomino como “públicos”.
Nos Estados Unidos, a transformação das relações públicas numa função da administração foi afetada pelo grande número de pessoas do sexo feminino que se encontram na profissão. Aproximadamente 75% dos estudantes de relações públicas e 60% dos profissionais ativos são mulheres. Nos Estados Unidos, as mulheres tradicionalmente têm sido excluídas do exercício de funções gerenciais.
Pesquisas recentes revelam que a nova maioria feminina das relações públicas tem encontrado dificuldade no processo de legitimação como gerentes e até como técnicos. É evidente que o crescimento das relações públicas como função gerencial requer que os pesquisadores encontrem meios de dar maior presença às mulheres que praticam relações públicas. Além do crescimento do sexo feminino na prática da relações públicas nos Estados Unidos, as organizações estão também se defrontando com uma diversidade étnica e racial nos seus meios de atuação. Os públicos nos Estados Unidos são formados por diversos grupos étnicos e raciais não-europeus. As organizações multinacionais possuem públicos de todas as partes do mundo. Os que praticam relações públicas têm sido obrigados a desenvolver princípios de relações publicas multiculturais para se comunicar com seus públicos locais e internacionais.
As relações públicas podem ser praticadas como profissão e como função gerencial a partir do momento em que aqueles que as praticam adquiram um conhecimento derivado da pesquisa acadêmica. Nos últimos 25 anos um pequeno grupo de pesquisadores, a começar pelos Estados Unidos e hoje em todo o mundo, tem avançado rapidamente no desenvolvimento de uma teoria abrangente de relações públicas que as equipara a profissões como o direito, a medicina e a educação. Inicialmente, os pesquisadores utilizaram conhecimentos da área de Comunicação, das Ciências Sociais e de outras Ciências do Comportamento. Hoje, possuem um corpo completo de teoria e pesquisa.
Com o apoio da International Association of Business Communicators Research Foundation (IABC), sou responsável desde 1985 pela condução do trabalho de seis pesquisadores que têm realizado diversas pesquisas sobre as características que levam certos departamentos de relações públicas à excelência e como esses departamentos têm contribuído para fazer com que suas organizações sejam mais eficazes. Temos pesquisado mais de trezentas organizações nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido, para identificar como elas praticam as relações públicas de forma excelente e para focalizar quais são as práticas que mais contribuem para a efetividade dessas organizações.
O resultado é uma teoria que consiste de vários princípios genéricos que podem ser aplicados em qualquer lugar do mundo, embora seja evidente que esses conceitos devem ser aplicados de forma diferenciada em diferentes culturas e sistemas socioeconômicos. A teoria também se aplica a diferentes organizações e abrange, entre outros, governo, corporações, organizações não-governamentais e associações de classe. Resumidamente, a teoria fornece uma estrutura conceitual para uma cultura profissional de relações públicas que é, com as devidas revisões e adaptações a diferentes culturas organizacionais e nacionais, uma componente fundamental da administração em qualquer lugar do mundo.
GRUNIG, James E. A função das relações públicas na administração e sua
contribuição para a efetividade organizacional e societal. Trad. de John Franklin
Arce. Comunicação & Sociedade. São Bernardo do Campo: Póscom-Umesp,
a. 24, n. 39, p. 67-92, 1o. sem. 2003. Disponível em: http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/cs_umesp/article/viewFile/142/102. Acesso em Janeiro de 2008.
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